7 de novembro de 2010

Como uma moeda!

Desejos e carinhos recíprocos que não se completam, não se encaixam. Pergunto-me como isso é possível. São dois lados de apenas uma moeda, que se encostam e não se encontram, não se olham, mas se sentem.Um lado a carne, o desejo, o excitante, o tremor por dentro. Do outro lado o sentimento, a vontade de ficar perto, de tocar, de sentir o carinho, as palavras. O que é realmente o que as pessoas necessitam, só que não enxergam por medo de tentar, de aproveitar.
Infelizmente somos rodeados de moedas, e todas elas a procura do outro lado que complemente, como um imã: um lado repele, o outro atrai. São vários os casos onde poderia montar uma história igual a da moeda, só que como diria Lulu Santos: “Para todo mau, a cura”. Mesmo que ela seja só superficialmente, pois nada se cura por completo, sempre se tampa.


GD.

1 de novembro de 2010

Sanguessugas

Surpreendo-me cada dia mais com as pessoas e suas atitudes. Vejo que quanto mais tenho amigos, menos deles eu tenho. E quanto mais valor eu dou, menos valor eu recebo.
Observo como o egoísmo transborda nas pessoas, e a maneira que ele suga cada criatura pré disposta a ele. Quanto mais aberto aos outros, a ouvir seus problemas, a ajudar, mais fechado você fica para si mesmo. Descarregar toda a sua energia negativa nas pessoas é muito fácil. Muito mais fácil do que ouvir o problema dos outros e ter que estar à disposição para alguém.
Vejo como cresce o número de pessoas que pensam apenas em si e no que os outros podem lhe oferecer. A época onde as pessoas pensavam no próximo, ajudavam e estavam dispostas a melhorar a vida das pessoas acabou. Ou melhor, nunca existiu. O que assistimos até hoje, é o desejo de parecer bom, socialmente correto quanto às “boas maneiras”, ou seja, vale tudo apenas pela imagem, que sempre foi comprada e nunca conquistada.
Cada dia que passa tento fazer o que as pessoas por simples e espontânea pressão não me deixam fazer, que é pensar em mim mesma, nos meus problemas, no que eu preciso. Pois procurar por alguém que esteja com o “tempo livre” para ouvir os meus problemas e parar de pedir para ouvir os dele, será uma coisa praticamente impossível. Não penso assim por egoísmo, infelizmente é o que está acontecendo, e querendo ou não para sobreviver é preciso se adaptar não é mesmo?
Concluo então, que melhor do que estar rodeado de pessoas que dizem ser nossos amigos é estar sozinho, não completamente, pois como dizia minha querida avó: “Mesmo com todos os problemas, os únicos amigos que temos moram embaixo do mesmo teto que nós. Nossos pais e irmãos”.


GD.

14 de outubro de 2010

Outra Vez

Olho para a mesa e só o que encontro é uma folha em branco. Um pedaço de papel sem motivo algum para estar ali. Bem ao lado dele se encontra minha caneta e uma caneca que exala um cheiro agradável. Não penso duas vezes em poder degustar o que me aguça o paladar e faz com que minha boca salive vontade.
Dois pequenos goles foram o suficiente para me inspirar e olhar para o papel como se ele me chamasse. Minha mão começa a escrever como se não houvesse amanhã. Minha cabeça não sabe bem ao certo o que estou dizendo. O papel começa a criar forma, e quanto mais observo mais me surpreendo.
A vontade de escrever começa a voltar como nunca e sinto uma coisa enorme batendo dentro do peito. A música que eu não escutava há tempos voltou a tocar na minha cabeça, só que mais forte, cada vez mais intensa, e todos os instrumentos pareciam soar perfeitamente só para mim.
Vejo que algo começa a tomar forma outra vez, e o suprimento que eu precisava para tornar todos os meus pensamentos em palavras está de volta, outra vez.



GD.

8 de outubro de 2010

Sempre existe a primeira vez!

O primeiro choro, a primeira risada, o primeiro passo. A primeira palavra, o primeiro abraço, o primeiro carinho. A primeira sensação, o primeiro beijo, o primeiro aperto de mão. O primeiro olá, o primeiro adeus. O primeiro tombo, o primeiro arranhão. A primeira música, o primeiro amor. A primeira aula, o primeiro beliscão, o primeiro puxão de orelha. A primeira escola, os primeiros amigos, a primeira viagem. O primeiro piscar de olhos, o primeiro flerte, a primeira balada. O primeiro esporte, a primeira dança, a primeira valsa. O primeiro sonho, a primeira decepção, a primeira ilusão. A primeira melhor amiga, a única melhor amiga. O primeiro vôo, o primeiro banho de mar. A primeira escolha, o primeiro celular. O primeiro castigo, a primeira briga, o primeiro recordar. A primeira brisa, a primeira flor, o primeiro bolo, o primeiro. Tudo teve a sua primeira vez, e todas elas foram inesquecíveis. Vou continuar tendo as minhas primeiras vezes, e quando algo der errado, e se possível, poderei voltar e fazer tudo como se fosse a primeira vez.

GD.

29 de setembro de 2010

Será que peço muito?

Gostaria de conseguir escrever coisas boas a respeito de certos pensamentos que me rodeiam, porém, alguma coisa me impede. Posso estar errada quando a algumas coisas, porém conheço muito bem as pessoas que me rodeiam e que gostam de mim. Sinceramente não são todas elas que gostam, mas agradar a todos não é muito bem a minha pretensão.
O motivo por esse desgosto eu não sei ao certo, e para falar a verdade nem quero saber. Quer gostar de mim?! Que me conheça então. Nunca recebi reclamação das pessoas que realmente gostam de mim. Educação e tranqüilidade sempre foram meus pontos fortes. Não sou obrigada a ter cara boa, muito menos parecer ter uma. Tenho a cara que Deus me deu, e isso já é o suficiente, não?!
Sinto que algumas pessoas sentem inveja (de que, eu não sei) e não querem que as coisas que eu faço dêem certo. É realmente uma pena isso acontecer, afinal, nunca desejei menos do que felicidade para alguém. Lógico, tenho meus momentos de surto, mas eles passam.
Espero um dia conhecer alguém que não me olhe torto, não faça cara de nojo frescura e nem me análise de baixo para cima. Não me critique e nem me aponte o dedo antes de me dizer ao menos um olá.
Será que estou pedindo muito? Será que peço muito?


GD.