11 de agosto de 2012

Peripécias com pitada de encantamento.

Antes de dormir quero compartilhar algo que presenciei. Já eram vinte e três horas de uma sexta-feira interminável. Mais um dia de trabalho acrescentado de vida acadêmica. Como um ritual de todos os dias eu estava sentada em um banco esperando o expresso passar para voltar para casa. Um momento só meu, onde coloco a cabeça no lugar e penso desde os meus sonhos inalcançáveis até o que teremos para jantar no dia seguinte. Por mais longe que minha cabeça pudesse estar observei um casal no meio da multidão e algo me chamou a atenção, eles dançavam. E não importava quem estava passando por ali. No meio da multidão estavam os dois, apenas os dois, com uma música que apenas eles escutavam. Uma melodia que apenas eles conseguiam entender, através de passos quase perfeitos e giros improvisados. Uma dança que entendi como um samba de gafieira que existia ali, apenas para eles. 
Acho que amar é isso, é encarar a loucura do outro como a sua loucura também, como uma troca, onde apenas ser feliz é o que importa. Me encantei com aquele casal despreocupado.



GD.

6 de agosto de 2012

Café, flores ou outra coisa.


Vivemos com o medo e pelo medo de não sermos felizes.
A gente cria armas e escudos contra tudo que pede o coração, porque as vezes são os pedidos dele que nos trás o temor de não alcançar as vontades demandadas por ele, que por muitas vezes, são as que nos levam a tão almejada felicidade, ou pelo menos para parte dela.
Dizemos por aí que queremos ser independentes, que não precisamos de ninguém, passamos nosso melhor perfume e tomamos um porre depois de uma desilusão amorosa, só para poder dizer a si que aquela felicidade fast-food é real. E sabemos que não é. Dizemos que somos machistas, feministas e auto suficientes porque temos medo de amar e medo de não sermos amados. E como diria Chico: “ter medo de amar não faz ninguém feliz”.
Vou dizer em primeira pessoa, concorde e tome para si quem quiser. Quero acordar e dormir com um bom dia e boa noite, escrito ou falado. Eu queria cafés da manhã na cama, receber flores bem escolhidas sem motivo especial ou qualquer outra coisinha que simplesmente mostre que em algum momento da rotina da pessoa amada, sua presença se fez forte a ponto de transformar-se em demonstração palpável.
Gosto de palavras, de frases, de beijos derradeiros, do amor falado e demonstrado, de taças, jantares, edredons, perfumes, enfim, gosto do amor com cama, mesa e banho. 
Ainda que dura, temerosa e covarde, assumo o nó na garganta que me dá com meus anseios de pequenos momentos por contos de fadas na vida real. 
Afinal não há nada que demonstre tanto que um coração é fraco quanto o excesso de armaduras que ele usa.


Texto: Amanda Magnino - Tumblr: Go Amanda Go!

GD.


23 de julho de 2012

Dias exaustivos.


Me mande mentalmente coisas boas. Estou tendo uns dias difíceis mas nada, nada de grave. Dias escuros sem sorrisos, sem risadas de verdade. Dias tristes, vontade de fazer nada, só dormir. Dormir porque o mundo dos sonhos é melhor, porque meus desejos valem de algo. Dormir porque não há tormentos enquanto sonho, e eu posso tornar tudo realidade. Quando acordo, vejo que meus sonhos não passam disso, sonhos. E é assim que cada dia começa: desejando que não tivesse começando, desejando viver no mundo dos sonhos, ou transformar meu mundo real num lugar que eu possa viver, não sobreviver.

Caio Fernando Abreu.

GD.

20 de julho de 2012

Aquática


Ah se eu pudesse compreender por que sonho com você. Te querer sem te tocar, pensar sem te dizer. Não te conheço além daqui, meu pensamento é quem te fez. Não quero mais ter de acordar e te perder. Deixa eu tentar te encontrar, que essa noite é bem melhor do que todo amanhecer. Deixa eu deitar com você, que a noite é bem melhor quando eu sonho com você. Ah se não fosse o amanhecer e você ficasse aqui, eu podia te mostrar tudo que eu guardei pra ti. Já não da mais pra colar todos os cacos no lugar sem me perder em tantas peças pra juntar. Deixa eu tentar te encontrar. 
GD.

17 de julho de 2012

Faça você o tempo.


É aquela hora que te bate um desespero, te dá vontade de passar por cima de tudo o que você disse e simplesmente fazer o que coração quer. Como se fosse fácil respeitar essa vontade sem ter um cérebro no comando. Depois de tentar, de quase implorar. Não deu. E é por isso que tantas barreiras se construíram, sem deixar passar nada, bloqueando todas as possibilidades de me deixar tentar outra vez. Mas por que eu? Por que apenas um lado? Por que só o meu esforço? Se ainda há tempo? Pergunte a você mesmo depois de lembrar todas as palavras que lhe foram ditas. Faça você esse tempo. E se fizer, faça-o valer a pena.

GD.