14 de outubro de 2010

Outra Vez

Olho para a mesa e só o que encontro é uma folha em branco. Um pedaço de papel sem motivo algum para estar ali. Bem ao lado dele se encontra minha caneta e uma caneca que exala um cheiro agradável. Não penso duas vezes em poder degustar o que me aguça o paladar e faz com que minha boca salive vontade.
Dois pequenos goles foram o suficiente para me inspirar e olhar para o papel como se ele me chamasse. Minha mão começa a escrever como se não houvesse amanhã. Minha cabeça não sabe bem ao certo o que estou dizendo. O papel começa a criar forma, e quanto mais observo mais me surpreendo.
A vontade de escrever começa a voltar como nunca e sinto uma coisa enorme batendo dentro do peito. A música que eu não escutava há tempos voltou a tocar na minha cabeça, só que mais forte, cada vez mais intensa, e todos os instrumentos pareciam soar perfeitamente só para mim.
Vejo que algo começa a tomar forma outra vez, e o suprimento que eu precisava para tornar todos os meus pensamentos em palavras está de volta, outra vez.



GD.

8 de outubro de 2010

Sempre existe a primeira vez!

O primeiro choro, a primeira risada, o primeiro passo. A primeira palavra, o primeiro abraço, o primeiro carinho. A primeira sensação, o primeiro beijo, o primeiro aperto de mão. O primeiro olá, o primeiro adeus. O primeiro tombo, o primeiro arranhão. A primeira música, o primeiro amor. A primeira aula, o primeiro beliscão, o primeiro puxão de orelha. A primeira escola, os primeiros amigos, a primeira viagem. O primeiro piscar de olhos, o primeiro flerte, a primeira balada. O primeiro esporte, a primeira dança, a primeira valsa. O primeiro sonho, a primeira decepção, a primeira ilusão. A primeira melhor amiga, a única melhor amiga. O primeiro vôo, o primeiro banho de mar. A primeira escolha, o primeiro celular. O primeiro castigo, a primeira briga, o primeiro recordar. A primeira brisa, a primeira flor, o primeiro bolo, o primeiro. Tudo teve a sua primeira vez, e todas elas foram inesquecíveis. Vou continuar tendo as minhas primeiras vezes, e quando algo der errado, e se possível, poderei voltar e fazer tudo como se fosse a primeira vez.

GD.

29 de setembro de 2010

Será que peço muito?

Gostaria de conseguir escrever coisas boas a respeito de certos pensamentos que me rodeiam, porém, alguma coisa me impede. Posso estar errada quando a algumas coisas, porém conheço muito bem as pessoas que me rodeiam e que gostam de mim. Sinceramente não são todas elas que gostam, mas agradar a todos não é muito bem a minha pretensão.
O motivo por esse desgosto eu não sei ao certo, e para falar a verdade nem quero saber. Quer gostar de mim?! Que me conheça então. Nunca recebi reclamação das pessoas que realmente gostam de mim. Educação e tranqüilidade sempre foram meus pontos fortes. Não sou obrigada a ter cara boa, muito menos parecer ter uma. Tenho a cara que Deus me deu, e isso já é o suficiente, não?!
Sinto que algumas pessoas sentem inveja (de que, eu não sei) e não querem que as coisas que eu faço dêem certo. É realmente uma pena isso acontecer, afinal, nunca desejei menos do que felicidade para alguém. Lógico, tenho meus momentos de surto, mas eles passam.
Espero um dia conhecer alguém que não me olhe torto, não faça cara de nojo frescura e nem me análise de baixo para cima. Não me critique e nem me aponte o dedo antes de me dizer ao menos um olá.
Será que estou pedindo muito? Será que peço muito?


GD.

26 de setembro de 2010

Uma nova saída

Vamos começar por partes. Onde estão todos aqueles olhares que você despertou em mim? Onde estão todas as palavras que você fez soar da minha boca? Onde estão todas as respostas que consegui? Onde estão todas as canções que me fazem lembrar você? Onde será que vou parar? Será que vou parar de cair? Onde estão todas as recordações? Onde estão todas as risadas? Onde está todo o carinho, admiração? Onde estão todos os pensamentos que consegui despertar? Onde está a vontade? Onde está a minha alma? Onde está o sorriso de lado? Onde está a vergonha? Será que nunca foi se quer algo de verdade? Será que se eu procurar encontrarei alguma coisa? Será que consigo procurar sem lembrar as coisas ruins que me rodeiam a cabeça? Onde encontrei respostas agora só encontro perguntas. Perguntas que não me levam a lugar algum, não me levam se quer a uma verdade digna de um brilho no olhar e uma esperança para quem um dia bateu forte. Onde está a tremedeira? Onde foi parar o suor gelado? Procuro pela a admiração que um dia tive. E é uma pena que no lugar dela, eu encontre um borrão preto, sujo de tinta. Sei que ela continua ali, porém preciso desenhá-la outra vez. Preciso de uma verdade, apenas uma verdade. Porém é uma pena que não consigo encontrá-la entre tanta coisa perdida. E não tem a segunda parte, pois ela está perdida entre sentimentos ocultos desesperados para encontrar uma nova saída.


GD.

23 de setembro de 2010

Querer

Será que querer é querer de mais? Pois eu quero ser feliz acima de qualquer coisa. Quero um dia ter muito das coisas que desejo. Quero carinho em uma tarde de domingo. Quero ter alguém um dia que faça me sentir UMA, não QUASE UMA. Quero beijos dados com sentimento, não por necessidade. Quero sentir alguém, quero desejar alguém. Quero correr na orla da praia e me banhar no mar quando eu quiser. Quero ir a todos os lugares que desejo conhecer. Quero mergulhar, conhecer o mundo existem dentro dos mares. Quero passar o resto da minha vida aprendendo cada vez mais. Quero me conhecer. Quero casar. Quero ter filhos. Quero tocar violão deitada na rede, de frente ao mar e pensando em como a vida é boa e não damos o devido valor. Quero acordar cedo, comer torrada com geléia, tomar sol, tentar ficar morena. Quero despertar o sorriso em alguém. Quero viajar de Harley Davidson no litoral. Quero ser mais feliz, sempre aprendiz.
Será que querer é querer de mais?
Não incomodo ninguém com isso, afinal, como já dizia Raul Seixas: "Querer o meu não é roubar o teu."

GD.